Mostrando postagens com marcador times de futebol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador times de futebol. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

10 níveis de barulho de acordo com o resultado dos jogos...

O tamanho do barulho feito pelas torcidas em Belo Horizonte varia muito de acordo com o resultado dos jogos. Isso é lógico. Mas o interessante  é que a diferença de mais de 100% de torcedores a mais do galo, em relação à do cruzeiro - na verdade mais de 130% - também define alguns comportamentos dignos de nota. Seguem os níveis de barulho e suas características:
1 - Zero absoluto: quando a tarracada que o galo ganhou foi tão feia que a pequena torcida cruzeirense fica com medo de brigas e assassinatos caso faça alguma comemoração. Os atleticanos não fazem barulho nenhum. Os murmúrios são silenciosos;
2 - Uma ou outra buzininha aqui e ali: cruzeirenses muito corajosos e em alta velocidade, com sinal aberto, expressam sua alegria pela detonada que o Galo levou e vão correndo para casa se esconder;
3 - Umas buzinadas aqui e ali, uma a cada três quarteirões: O cruzeiro ganhou e o galo não perdeu, ou não jogou;
4 - Umas buzinadas aqui e ali, com um foguetinho ou outro bem longe: O cruzeiro ganhou e de forma nenhuma prejudicou o galo. Alguns atleticanos, bem internamente, ficarão felizes se o derrotado foi um time de são paulo ou rio de janeiro;
5 - Quando as buzinadas são bem esparsas, mas ocorrem mais de uma vez no mesmo sinal: O cruzeiro ganhou alguma coisa importante e o galo não foi prejudicado. É o máximo de barulho que os cruzeirenses fazem;
6 - Começam as comemorações do galo. Qualquer coisa serve para comemorar, principalmente se for alguma ferrada que o cruzeiro levou. Nesse caso até pneu furado do jogador do cruzeiro é levado em conta;
7 - Neste ponto, o galo está realmente feliz. Ganhou de algum time do rio, ou o cruzeiro foi desclassificado de algum campeonato, ou ambos ferraram times do rio ou são paulo;
8 - Nível mais intenso ainda de barulho. Os prédios, janelas e portas começam a vibrar junto com as comemorações, evidentemente do atlético. De longe e de perto vem um eco como se fosse no estádio, uma sensação de terremoto começa a surgir;
9 - Algo como ganhar a libertadores, mas ainda sem uma grande derrota do cruzeiro. Alguns vidros quebram com o barulho, algumas pessoas caem das janelas, muitos remédios para a garganta são comprados na segunda feira e os estoques ficam zerados;
10 - nível máximo de barulho: Galo campeão, com o cruzeiro rebaixado: 70% dos carros buzinam - até cruzeirenses buzinam de medo de apanhar - todo o estoque de foguete é gasto e os prédios balançam em virtude da alegria atleticana generalizada. Algumas rachaduras são detectadas nos imóveis na segunda feira. p.s. Nível ainda não atingido...
Apesar de que a grande maioria dos torcedores das grandes torcidas é gente extremamente boa, não custa registrar o risco de quem é minoria em alguns casos... 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Futebol - Um elo perdido

     Elos perdidos

   Elos perdidos são a prova de o homem veio de um ser inferior:

   - Criança comendo;
   - Gente brigando;
   - Sexo bem feito;
   - Baile Funk ou qualquer coisa relacionada;
   - Torcida de futebol. 
  
       futebol
 
   Não adianta negar, futebol é um elo perdido.
   O mal atinge cada povo de um jeito diferente. 
   O mais certo que apenas o esporte mude, de acordo com o país.
   Ele arranca do fundo das pessoas o primata que deixaram lá atrás.
   Até ai, nenhuma novidade.

   A razão vai toda por água abaixo, quando o sujeito põe a tal da camisa, ainda que só mentalmente. 
   Os mais apaixonados, mesmo que neguem, acabam sendo a maior prova de que isso é verdade.
 
   "Pagando mico"
  
   Poucos são os que vestem uma camisa e pelo menos têm a preocupação de não "pagar mico", ou seja passar um vexame:
   - Discutir ou brigar com alguém por causa de algo com o qual não se vai ganhar nada, é pagar mico;
   - Criar uma dicotomia simplória entre torcedores de um time e do outro é pagar mico;
   - Não conseguir se colocar de fora e ver como é passional o assunto é pagar mico;
   - Invocar religião buscando os resultados do time.

   Brigas e discussões

   As brigas são a maior expressão da falta de controle. Mesmo um simples bate boca pode revelar, além da paixão pelo esporte, a verdadeira índole da pessoa. Ao perder o controle para tratar do assunto, a pessoa demonstra uma impulsividade que certamente há de se mostrar em outras áreas de sua vida, nos relacionamentos e no emprego, por exemplo.

   Dicotomia entre dois times       

   Um dos indícios mais simplórios da paixão é a dicotomia entre dois times. Em Belo Horizonte, por exemplo, se um cara não for atleticano, imediatamente ele é declarado cruzeirense. A mente, às vezes, não tão diminuta do torcedor não é capaz de ver vida além do futebol. Ele não entende a possibilidade de que alguém possa não torcer para o seu time e ainda assim ser um morador da cidade. Ou mesmo ser gente, em alguns casos. Para essas pessoas, uma frase: "Existe vida além do futebol"!!!

    Falta de crítica e autocrítica    

    Essa falta de crítica, de questionamento é típica de um nível inferior de noção do mundo. Milhares de anos atrás, gente normal, com a parca instrução daquela época já era capaz de ouvir os filósofos e se posicionar frente ao mundo com uma análise mais crítica.
    Mas, não! Talvez como um indício da própria inversão de valores dos tempos atuais, mesmo pessoas muito instruídas enfiam uma viseira nos olhos e se expõem ao ridículo de não verem além do próprio nariz. E isso ainda dá brigas, discussões e até coisas piores.

    Invocando a religião

    Outra coisa que demonstra simplicidade exagerada: invocar a religião em busca de resultados pessoais e imediatos, materiais. Isso inclui pedir à divindade que o time se dê bem.
    Claro que o padre ou o pastor não vão reclamar disso. Se o dinheiro estiver entrando, tudo bem. E certamente vão arranjar vários motivos para que se possa ligar religiosidade e esportes.
    Mas,  lido e interpretado corretamente o que está escrito NOS LIVROS, tais questões são muito pequenas para serem motivo de se invocar uma divindade qualquer. A busca de um bom caráter, da solidariedade e da fé, DURADOUROS, superam e sublimam, nestes textos, a busca de méritos pessoais imediatos.

    Tudo bem. A diversão é livre. Desde que não prejudique outros aspectos da vida das pessoas. Alegria e entusiasmo, motivação para viver e passar o tempo são sempre bem-vindos desde isso não passe a tornar o cidadão em um ser possesso, sem crítica e pior, agressivo e destrutivo, como se tem visto tanto por aí.